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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Borboleta

Mudanças sempre são bem-vindas para entrar num novo ciclo, aqui me refiro de forma ampla, ao ciclo da minha vida. Meu ciclo fisiológico ainda não deu as caras!
 
Sou até gente boa, eu acho! Embora não consiga disfarçar descontentamento e quando alguém me machuca, dificilmente volto a amá-la da mesma forma. O amor não se perde, ele se transforma.
Aconteceu isso entre eu e a minha única irmã (eu sou a caçula). Por motivos que não vem ao caso, nos afastamos, e isso é motivo de muito sofrimento para os meus pais, já foi pra mim também, hoje sinto que o tempo é o melhor conselheiro e nos faz esquecer as desventuras dessa vida.
 
Outro dia, uma tia materna ligou e me disse que a sua vizinha teria contado a ela que eu seria mãe sim, bastaria acalmar meu coração e perdoar quem quer que tivesse me pedido perdão. E só assim, eu finalmente seria mãe.
Daí me pus a pensar...
Deus não colocaria tamanho obstáculo no meu caminho por erros alheios. Isso eu não aceito!
Deus é amor, por que Ele faria da minha penitência do pedido de perdão dos outros?
 
Eu não acredito nisso!
 
E ontem, minha mãe voltou a comentar essa história... Eu quase falei isso que citei acima... Mas guardei essas convicções para mim.
Creio eu que Deus sabe do nosso coração e do nosso sentimento.
 
Já perdoei minha irmã faz tempo, até porque, não fico com sentimentos negativos. Isso sim, trás atraso e doença pra sua vida. Além de ser pura perda de tempo, ter raiva e ressentimento. O sofrimento nesses casos é unilateral e apenas de quem foi magoado.
 
Já tomei a iniciativa de ligar, e ela tomou a iniciativa de me convidar pra ir em sua casa tomar um café, pela primeira vez, depois de quase 8 meses. Não fui, ainda. Quem sabe?
 
No nosso último encontro, na presença dos meus pais, houve muito choro, muita briga e desabafos, muitos desabafos, roupa suja, verdades. De certa forma, a gente se disse tudo o que tinha pra dizer. Foi como vomitar um monstro entalado na garganta.
 
Mesmo sendo um triste episódio da vida familiar, foi bom. Depurou a alma e abriu o coração ferido.

3 comentários:

  1. Gostaria que algumas pessoas da minha família tb contribuíssem quando eu queria uma reaproximação... O que custa esquecer...? Concordo que as vezes é dificil ter o mesmo elo, mas perdoar ajuda à alma.. E nós seguimos como se nada houvesse acontecido... Desculas são bem aceitas... E ó, tempo ao tempo... Já fizemos nossa parte.. bjs

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  2. Mmaria, entendo e sei exatamente o que você diz, há alguns anos atrás briguei feio com minha irmã, ficamos mais ou menos 01 ano sem nos falar, morávamos na mesma casa, dormíamos no mesmo quarto e não trocávamos se quer uma única palavra.... depois de todo esse tempo ela veio me pedir perdão por tudo que ela tinha feito e falado, aos poucos fomos voltando pois sou como você e quando desapego desapego mesmo.... fomos nos aproximando aos poucos e depois de uns seis meses se reconquistando voltamos ao amor de sempre.... Torço pra que um dia você crie coragem para ir tomar esse café, pode ser a "porta" para um recomeço!!!
    Bjus
    http://seraquevousermae.blogspot.com/

    **coisas de escorpianas?!!!? Não sei, mais somos parecidas! rsrs

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  3. Lamento muito que vc e sua irmã tenha se desentendido... mas, não creio esse desentendimento esteja te impedindo de ser mãe. Acredito que vc ainda não é mãe simplesmente porque não chegou a hora. Mesmo assim, estou torcendo para que vc e sua irmã se reconciliem!!! Bjos!!!!

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